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Breve histórico da cidade

A região em que Franca está localizada, foi desbravada pelos bandeirantes paulistas no século XVIII, que buscavam a rota de Vila Boa de Goiás, que passava por essa região, conhecida como "Estrada do Sal". Nela faziam parada os comboios de carros de bois mineiros, goianos e matogrossenses e formavam-se os comboios " francanos" para ir à Campinas buscar o sal grosso. Cortando o sertão que se achava entre os Rios Pardo (a oeste) e Grande (ao Norte) e os limites da Capitania de São Paulo com a de Minas Gerais (a leste), a também denominada "Estrada de Goiases"
Ao longo desse trajeto foram sendo formados pousos, núcleos iniciais de povoamento e abastecimento, colocados estrategicamente para facilitar a caminhada dos "andantes" por aquele sertão. Assim, como entreposto, tinha a denominação de "Belo Sertão da Estrada de Goiás". possibilitava a afluência de viajantes, mineradores e negociantes em direção ao ouro de Goiás e seus arredores.

No início do século XIX a região tem seu fluxo populacional aumentado pelos mineiros vindos das Gerais criar seu gado e aproveitar a boa terra da região.

Em 1805 foi criada a Freguesia da Nossa Senhora da Conceição da Franca, Sertão do Rio Pardo, que formou o primeiro núcleo urbano em volta da igreja, cujo vigário era o Padre Joaquim Martins Rodrigues.

Os mineiros migrantes, liderados por Hipólito Antônio Pinheiro (o fundador de Franca), levantavam suas casas, que só abrigariam seus moradores aos domingos e feriados, pois era nas fazendas que viviam a maior parte de suas vidas. Criada a Freguesia de Franca, o povoado passou a ter mais autonomia.

Em 1821, D. João VI cria a Vila Franca Del Rey, que torna-se, em 1824, Vila Franca do Imperador, em homenagem a D. Pedro I. Em 24 de abril de 1856 Franca é elevada oficialmente à categoria de cidade, porém, este ato apenas oficializa uma situação que já existia desde 1824.

Criada a Freguesia de Franca, desvinculava-se da Freguesia de Mogi Mirim, cuja jurisdição eclesiástica atingia até as margens do Rio Grande.

Segundo Saint Hilaire, o nome de Franca homenageava o então Governador Geral da Capitania de São Paulo, Antônio José da Franca e Horta, incentivador da fixação do núcleo populacional de origem mineira em território paulista. Já segundo Luis D'Alincourt, a designação deu-se devido ser a região uma passagem livre, franqueada aos tropeiros de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

Na segunda metade do século XIX, espalha-se pelo Estado de São Paulo, as plantações de café e as ferrovias que iriam transportar o café produzido do interior paulista para o Porto de Santos. Franca integra-se ao ciclo do café, fazendo parte de uma região produtora denominada Alta Mojiana. Em 1887, é inaugurada a estação de Franca da Estrada de Ferro Mojiana. O café trouxe um aumento de rendas para o município,com também muitos imigrantes italianos que mudaram o panorama urbano da cidade e introduziram novas referências culturais.
Depois do auge do café, houve um rápido desenvolvimento urbano, incremento da indústria coureira, com a instalação de curtumes e fábricas de calçados. O desenvolvimento industrial da produção de sapatos, anteriormente artesanal, tornou-se a base do progresso da região, ficando a cidade conhecida como a "Capital do Calçado".

Fontes:
CHIACHIRI FILHO, José. Vila Franca do Imperador: subsídios para a história de uma cidade. Franca: Editora O Aviso de Franca, 1967. _____________________. Do sertão do Rio Pardo à Vila Franca do Imperador. Franca.
PALERMO, Alfredo. A Franca: apontamentos sobre sua história, suas instituições e sua gente. Franca: 1980.

 



 



 
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